Azdoidapira
domingo, 31 de março de 2013
Não te perdoo - by Songa
Não te perdoo, por testares minha inocência.
Não te perdoo, por testares minha ingenuidade.
Não te perdoo, por testares meu crescimento.
Não te perdoo, por testares o auge da minha vida.
Não te perdoo, por testares minha capacidade, força e fé.
É imperioso que eu diga,
NÃO TE PERDOO.
Portanto, se precisas do meu perdão para pertir,
Vai-te, antes que putrefez em vida.
Porque
NÃO TE PERDOO.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Amores doentios - by Songa
Hoje eu a vi.
Aquela que um dia foi meu ídolo, meu exemplo de
decisão, determinação e conquista.
Aquela que me inspirava na busca de uma vida com
liberdade, autonomia, respeito e dignidade.
Moça miúda, traços bem feitos, físico
delicado, porém, de personalidade forte e audaciosa.
Admirada por outras, tão altivas quanto ela e
odiada pelas covardes e invejosas. Sempre muitíssimo bem vestida,
circulava pelo interior do importante banco internacional, deixando
no rastro o cheiro do perfume bom e o barulhinho dos saltos dos
sapatos finos e elegantes.
No início dos anos 70, eu não conhecia muitas
mulheres que dirigiam, mas eu a conhecia e ela dirigia. Mas não
dirigia um carro qualquer, dirigia um karmann guia, VERMELHO E
CONVERSÍVEL..........
Era época das rodas de samba, não como se
concebe hoje, encontro de quem é “povão”, era um “evento”
dos considerados “descolados” da época e frequentado pelos
rapazes, basicamente pelos rapazes.
Não sei se por apreciar o gênero musical ou só
pra desafiar, ela ia.
E quando chegava, desestruturava até o mais
machão do pedaço, não porque chegasse chegando, porque sempre
exercitou seu direito de ir e vir (um absurdo para a época), sem
alarde, sem queimar soutien, sem perder o charme e a feminilidade.
Apenas chegava.
Emprego tinha 3, porque quando queria, ela tinha e
sempre com recursos próprios, fruto de seu trabalho.
Desde muito cedo os pais perceberam que era melhor
economizar o “Não”, precisavam de argumentos sólidos para
demovê-la de alguma decisão tomada.
E assim seguiu a moça, livre, confiante,
realizadora, altiva e segura.
Até que um dia........ah um dia!!!...........ah o
dia!!!............que dia!!!!
O dia em que os caminhos se cruzaram.
Italianinho marrento, topetudo, desafiador, não
digo sedutor porque não tinha elaboração para tanto, mas ela
estava muito frágil para perceber isso e, pela primeira vez na vida,
se deixou conduzir por ele.
Seu único “mérito” foi que, para sorte dele
e azar dela, encontrou-a frágil pela morte do pai tão amado por
ela e, talvez, querendo ocupar o vazio no peito com outro amor,
mergulhou de cabeça.
Ele dizia que o jeito dela o tinha cativado, com o
passar do tempo, demonstrou que o jeito dela foi o espelho por onde
ele percebeu tudo aquilo que ele NÃO era.
E foi assim que começou a destruir o que ele não
conseguia ser.
É certo que só nos fazem o que permitimos, mas a
covardia do ataque durante a fragilidade é golpe dos covardes, isso
é fato.
Os anos que se seguiram foram ocupados, por ele,
na destruição daquela moça bonita e segura.
Quando foi embora, porque ninguém fica em terra
destruída, levou com ele muito mais do que os bens materiais que ela
possuia quando se conheceram.
Levou a alma dela, mas deixou-lhe 2
filhas..........que ela teve que criar sozinha, evidentemente.
Hoje, ela é uma senhora, ainda de traços bonitos
e delicados, mas sem o brilho no olhar, sem nenhuma confiança em si
mesma, com a vida à deriva e os pensamentos como areia movediça.
Não sei se em respeito ao passado ou se por
acreditar que ela esteja presa em algum canto, dentro de si mesma ,
mas ainda possuidora da mesma força que sempre teve, eu olho pra ela
e ainda consigo ver a moça bonita.
Chamo pela moça bonita, convido-a a sair de si,
digo-lhe que o algoz já foi embora e, embora ainda muito assustada,
eu percebo que ela vem à janela, ela ainda anseia por ver o mundo.
Todos tem certeza que a moça bonita morreu, que
essa que se arrasta por aí é só um espectro.
Mas não é, ela é a moça bonita que ainda está
assustada com o rastro de destruição deixado pelo furacão que
assolou-lhe a vida.
Todos que cruzam o nosso caminho, tem uma função.
Na minha vida, a função dela foi mostrar que o
mundo ia além do meu portão.
A minha função, na vida dela, é chamar a moça
de volta pro mundo,
E eu chamo e chamarei sempre a moça.
Vem moça, vem.
Fui ver o mundo pela sua mão.
Tome a minha e venha, volte, olhe,
sinta, VIVA!!
segunda-feira, 25 de março de 2013
A escada - by Songa
Abrir o peito.
Quebrar a casca.Cortar a carne.
Expor a chaga.
Aparar o sangue.
Açoitar a ferida.
Criar a casca.
Saudar a nova pele.
Abrir os porões.
Saltar.
Voar.
Libertar.
VIVER.
A elegância do gesto
“As pessoas geralmente se preocupam com a aparência física e se esmeram, para mostrar certa elegância, de acordo com suas possibilidades. Isto é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.
No entanto existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isto, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto - é uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que mais escutam do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca. É possível detectá-la, também, nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros. É uma elegância que pode ser observada em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte, antes, quem está falando, para, só depois, mandar dizer se está ou não.
É elegante não ficar espaçoso demais. Não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, cargo e joias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural por meio da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A pessoa de comportamento elegante fala, no mesmo tom de voz, com todos os indivíduos indistintamente.
Ter comportamento elegante é ser gentil sem afetação;
É ser amigo sem conivência negativa;
É ser sincero sem agressividade;
É ser humilde sem relaxamento;
É ser cordial sem fingimento;
É ser simples com sobriedade;
É ter capacidade de perdoar, sem fazer alarde;
É superar dificuldades com fé e coragem;
É saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória, sem se vangloriar.
Enfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é.
Pense Nisso!
Mais do que decorar regras de etiqueta e elaborar gestos ensaiados, é preciso desenvolver a verdadeira elegância de comportamento.
Importante que cada gesto seja sincero, que cada atitude tenha sobriedade. A verdadeira elegância é a do caráter, porque procede da essência do ser”.
Desconheço o autor.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Educação Moderna - by Monga
Salão de cabeleireiro num sábado de garoa é mesmo o refúgio das mulheres entediadas, especialmente numa cidade litorânea, onde a praia se torna a última opção nesse caso, e a praia é na verdade a única opção, fora o salão do Jerry.
O papo descompromissado e vazio corre entre as que fazem as unhas. As que estão sentadas sob o perigo iminente das tesouras, não desgrudam os olhos do espelho , atentas ao menor deslize das habilidosas mãos, que possam vir a cortar mais que um milimetro das caras e louras madeixas.
Tudo corre em santa paz feminina e o cafezinho e as revistas de fofoca são bem-vindos na tarde preguiçosa.
Mas eis que num repente, a atmosfera muda radicalmente quando entram no salão uma senhora, sua jovem filha e os adoráveis netos: um menino em torno dos seus cinco anos e uma linda garotinha um tantinho menor. Depois dos cumprimentos de praxe e dos gestos de simpatia da
clientela para com as adoráveis criancinhas, eis que algo vai mudando no ambiente perfumado.
As revistas são arremessadas de uma criança para a outra, uma sobe no banco e cai chorando, a mãe levanta os olhos da Caras do mês, mas nada faz. A avó levanta-se, recolhe o garoto do chão e manda que ele pare, enquanto a menorzinha espalha os vidros de esmalte da mesinha auxiliar.
De início sutilmente, mas num crescendo as vozes se tornam mais altas, mais tensas, mais impacientes...
As crianças correm, uma bate sem querer no cabeleireiro que por pouco não decepa a orelha da jovem de olhos arregalados, mas uma mexa de cabelo louro cai da mão do rapaz que num gesto denunciador tapa a boca com a mão, mas um ohhhh histérico lhe escapa, enquanto da boquinha vermelha da moça sai um sonoro... "porra!! "
A manicure, uma sergipana de pouco riso e muitas contas a serem pagas, pede um minutinho à cliente e passa um esmalte clarinho nas unhas da fera mirim para ver se ela abandona os vidros de esmalte, mas o intrépido moleque passa a mão na acetona que rapidamente se espalha sobre o colo e a bolsa cara da cliente que cedera sua vez à maninha monstro...
Eis que o caos se instala de vez no salão, com mulheres a beira de um ataque de nervos, uma avó constrangida, e uma jovem mãe que parece achar tudo aquilo normal e que espera da parte dos demais a compreensão e a tolerância que seus anjinhos merecem.
Eu ali, esperando minha vez de ser atendida, resolvo me fazer de morta e não desgrudo os olhos das palavras cruzadas, embora vez por outra, num sobressalto, a caneta faça um risco desnecessário no passatempo que não evolui naquela tensão pré menstrual e pós menopausa geral...
Na hora em que, finalmente, sou chamada a ocupar a cadeira do Jerry, meu ídolo capilar, o capeta infantil pela terceira vez abre a torneira do lavatório e feliz como um bombeiro em dia de batismo, dá uma chuveirada em todos que estão ao redor, causando um frisson generalizado na mulherada e uma poça inconveniente no salão...
É quando o Jerry, gay parrudo e que no RG responde pelo sonoro nome de Jeremias, larga sua tesoura, e num passo de balé invejável, cata cada um dos anjinhos num dos braços, os coloca com pouco jeito no colo da surpresa mamãe e diz com aquele seu jeito doce que me encanta: _"Ô minha querida, se recolha com suas crias a outro templo da beleza, por favor, que hoje eu já dei o que podia dar em termos de paciência e aqui não temos profissionais pra lidar com tanta educação moderna, viu santa?!"
Enquanto a ofendida família saia do salão pisando duro, só pude dizer ao Jerry agradecida;
"_Demorou!!"
- Monga -
domingo, 3 de março de 2013
Adoção consciente
Oi, Monga, tudo bem?
Ai amiga, ando tão chocada com as reportagens que tenho lido, sobre crianças abandonadas que me dá uma coisa que sobe, outra que desce.
Tantas pessoas querendo filhos e não conseguindo, tantos homossexuais querendo adotar e encontrando tantas dificuldades
Tanta gente com amor pra dar e tantas crianças necessitando desse amor.
Por isso, meu vídeo é em homenagem àqueles que adotam com consciência, com despreendimento e com amor incondicional.
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